Sobre hobbies e comunidades

Estes últimos anos fizeram-me chegar a uma epifania, mas para a perceberem têm de saber a história toda.
Ao ver-me exilado na terrinha, jurei que não iria abandonar o contacto com os hobbies que mantive tanto tempo. Como a distância para os amigos e colegas de jogo era grande, optei por me centrar em colecionar, e tentar a ocasional visita. Não foi muito difícil de o fazer, ainda tinha grande gosto pelos jogos e mantinha contacto com uma boa parte da minha vida anterior.
Mas com o tempo, a distância foi-se tornando maior, perdi o contacto com alguns companheiros, e optei por procurar novas comunidades. Infelizmente visita-las uma vez por mês não cria laços, e só me apercebi disso quase um ano depois, quando nem colecionar me satisfazia. Tornou-se uma atividade oca, não ter com quem partilhar e competir. Foi aí que comecei a procurar algo novo, ou melhor, velho. Se miniaturas e cartas são hobbies que requerem presença física assídua, quando se está longe de tudo realmente não conseguem sobreviver, por isso procurei algo em que a minha presença pudesse ser remota. Foi nessa altura que voltei a procurar por RPGs. Já tinha ouvido dizer que havia pessoas que faziam campanhas online, via Skype. Pareceu-me estranho, já que nunca tive a melhor experiência com chamadas desses serviço, mesmo assim reatei relações com alguns amigos e tentei fazer algumas sessões. Felizmente era um mundo que estava em franca expansão, e sites com o Roll20 facilitaram imenso a interação. Agora que olho para trás, apercebo-me que finalmente encontrei o que me faltava: uma comunidade. Posso não estar perto das pessoas, mas estamos todos online, a toda a hora, e em contacto de mentes.
Pode não ser contacto físico, olhos nos olhos, mas ligarmo-nos às pessoas é sempre necessário. Partilhar é o que nos empurra para a frente, para descobrir coisas novas e nos abrir horizontes. Porque nenhuma pessoa é uma ilha, mesmo que nela julgue ter tudo o que precisa.

Exílio 2.0: canhões ao alto!

4 anos? 4 Anos?! 4 ANOS?!?!?
A sério, passaram 4 anos desde o último post? A sério, a idade começa a apanhar um gajo despercebido, e quando acordamos vemos que passou demasiado tempo.
Mas auto-comiseração à parte, a verdade é que os meus interesses mudaram bastante nestes últimos 4 anos. Apercebi-me que o que me atraia ao mundo das miniaturas era um sentido de comunidade que no fundo nunca consegui recriar. Estar demasiado longe de tudo torna um hobbie que vive de contacto pessoal uma experiência um bocado fútil. Lentamente fui-me afastando das notícias, comprei cada vez menos minis, e eventualmente arrumei a bancada.

Mas isso não significa que tenha ficado totalmente sem hobbies, não não. Há cerca de 3 anos comecei a fazer sessões online de tabletop RPGs. Um ano depois, após uma série de campanhas pequenas terem terminado, decidi pôr mãos à obra e começar algo mais estável. Não foi difícil arranjar novo grupo e comecei a mestrar sessões de Vampire: the Masquerade. A sorte ditou que um dos jogadores é streamer regular no twitch.tv, e isso abriu um novo horizonte. Nos últimos 2 anos, de maneira relativamente regular, tenho mestrado e jogado em campanhas com participação de público em ValkiriusPT, normalmente aos sábados à noite.
O propósito original deste blog era ir mostrando as pinturas que ia fazendo, e como RPGs são jogados na cabeça de cada um, pouco havia a mostrar por aqui. Poderia fazer resumos de sessões, mas isso foi uma ideia que de base combati. Julguei que haveria pouco interesse em contar histórias que poucos se relacionariam, por isso deixei o blog… finar-se.

Então o que é este Exílio 2.0? Recentemente levei o hobbie para um novo patamar: vendo que o interesse por sessões online e streams ao vivo cresceu imenso neste ano de 2017, decidi participar mais nesta comunidade florescente. E é por aqui que vou levantar os canhões, e começar a disparar de novo. Novos canhões, outras direções, diferentes conteúdos. Os próximos tempos vão ser um período de transição, enquanto eu experimento coisas novas. E quem sabe, talvez alguma coisa velha apareça de vez em quando.

2010 em revista

E mais um ano que se encerra. Bem, este passou depressa, se calhar estou-me a habituar demasiado à rotina. Tenho de me lembrar de fazer uma resolução de ano novo referente a isso…

Ora então vamos aos números, em jeito de encerramento de contas do ano fiscal:
25 posts em 2010 contra 29 posts em 2009. Estranho, estava a pensar que tinha postado mais…
Mais de mil visitas este ano, trazendo o número de leituras para mais do dobro . Nada mal!
18 miniaturas pintadas contra bastante menos no ano passado, as coisas estão com melhor aspecto.
Menos minis compradas, e as que comprei estão praticamente todas montadas (hei,está para ali 1 caixa de cavaleiros celtas que não passam de hoje).
Triste foi ver a total falta de jogos de cartas no blog, mesmo que Magic: the Gathering tenha sido uma das pesquisas que mais gente trouxe aqui ao meu exílio digital. Pessoalmente sinto que já não tenho capacidade de me dedicar aos pequenos pedaços de papel com arte soberba que há tantos anos estão na minha vida. Estando no exílio não tenho com quem jogar, e CCGs são jogos que requerem prática. Cada semana que não se joga é menos contacto com o/os jogo/s, e isso em ambiente competitivo é a morte do artista. Foi ao aperceber-me disso que decidi abandonar M:tG e afins. Tinha a ideia de ir a um torneio ou outro, mas seria um exercício de futilidade, sabe bem jogar mas também sabe bem ganhar. Por isso agora me encontro principalmente focado para os jogos de miniaturas. Talvez quando abandonar o exílio volte aos CCGs, um dia…

Um regresso inesperado foi o de jogos de tabuleiro. Esperava que estivessem esquecidos na prateleira, mas ainda tive umas tardes de diversão com os pouquíssimos que aqui tenho. Será que 2011 terá mais compras neste campo? Tudo depende se conseguir recrutar uns amigos para noites de JdT 😉

E acho que está tudo, por agora me despeço que tenho de ir reestruturar as páginas da minha bancada. Um abraço a todos!

Regresso aos torneios

Ontem, depois de vários anos afastado, participei num torneio de Warhammer 40.000. Foi coisa pequena com 4 jogadores (o quinto adormeceu e não foi) mas muito boa onda, com ótimo ambiente. Valeu bem as 2 horas e meia que passei na estrada para lá ir.

Obviamente fui lá ganhar… experiência. Ainda não estou bem habituado às regras de 5ª edição e perdi todos os jogos, mas a cada ronda sentia-me mais à vontade com o meu exército e com os cenários. Pena é os meus Necrons estarem tão fora do ambiente. A facção precisa de uma actualização rapidamente, como está não se aguenta. Unidades muito caras, pouco poder de fogo maciço, falta de variedade nas unidades  tornam as coisas ainda mais difíceis para alguém que está a recomeçar agora.

Agora o próximo só para fevereiro, por isso lanço desde já o desafio de pintar o exército todo, os 1750 pontos, até à data dele. Ok, se não estiverem só de primário já vai ser bom. Mãos ao trabalho!

Admitindo a evidência

Ok pronto, eu admito. Sofro de preguicite aguda. Nos últimos 2 meses isto tem andado escasso em termos de minis e etc., mesmo tendo feito compras. Compras que pouco liguei ou ainda nem sequer experimentei. Ora vejamos o rol:

1x Necron Monolith – cortado e com primário, colei 2 peças mas estava complicado; não lhe voltei a tocar.
1x caixa de Washes da Games Workshop – como não tenho pintado, ainda nem abri os potes, tristeza.
1x Livro de regras de Warhammer 40.000 – folhei-o uma vez, coloquei-o na prateleira e ainda não saiu de lá.

Material em cima da mesa também não falta. 12 Necron Warriors primados e com o metal já pintado, aguardam pacientemente há mais de 3 meses por pintura final. Ao menos montei a caixa de Celtic Warriors (30 guerreiros barbudos e com pouco roupa e muita espada) mas estão desprovidos de qualquer pinga de tinta. Minis de Hordes também esperam que ponha mais qualquer coisa em cima. Enfim, muita preguiça!

Recentemente comprei algo novo para ver se o bicho volta a morder: Infinity. Para os que não conhecem fica aqui o link oficial, mas deixo um apanhado do jogo para quem não tem tempo. Jogo sci-fi de escaramuças feito aqui ao lado pelos nuestros hermanos, passado num futuro não muito longínquo, e com um forte traço manga. Considerado por muitos como uma verdadeira lufada de ar fresco no mundo dos jogos, usa dados de 20 lados, apenas 10 minis por jogador, é simples de regras mas estrategicamente complexo. Ah, e as minis têm grande qualidade e estilo, na minha opinião são do melhor que se faz no mundo. Por agora comprei o livro de regras e 2 starters, um de Yu Jing Japanese Sectorial Army e outro de Aleph. Dentro de 1 semana entro de férias e espero montar, pintar e basear as minis todas para poder fazer uns joguitos ainda em agosto. Se tiver tempo (não deveria dizer vontade? sim, é isso) acabo o exército de celtas e faço uns joguitos de Impetus.

Me despeço por agora, mas prometo que na próxima semana tiro umas fotos ao novo material para embelezar este cantinho. Até lá boas férias!

Ano novo, vida nova

Bem, que título mais cliché, mas pronto…

Como post de abertura de ano, decidi elaborar uma lista de projectos para 2010. Felizmente parte dos projectos do ano passado foram acabados e isso dá-me bastante vontade de continuar e meter-me em mais coisas. Vendi os meus Orks de Warhammer 40.000 por isso a pressão sobre esse jogo desceu um pouco. Agora só tenho de pintar o resto dos Necrons, uma ou duas tardes devem chegar. A mesa temática dos romanos vai de vento em poupa, só faltam alguns retoques. Estou com a ideia maluca de colocar gel de efeitos de água para o rio, mas por aqui ainda não encontrei em lado nenhum. Problemas de estar no exílio.
Ter terminado os fundeiros celtas também me deu alento para continuar a montar tanto o exército celta como o romano. Sou um pouco perfeccionista e quando as coisas não saem exactamente como eu quero tenho tendência a abandonar. O trabalho rápido que fiz nessas minis está longe do que eu desejava, mas mostrou-me que não preciso trabalhos 5* de todas as vezes. Pintar em série pode ser tão gratificante como dar aquelas horas extra à mini preferida. Espero ter mais umas quantas bases feitas nos próximos meses. E espero acabar antes do ano acabar, porque já decidi que as próximas minis históricas que vou fazer serão nem mais nem menos do que espartanos. 15mm para não ser sempre a mesma escala. Agora só falta decidir o exército adversário, talvez persas para servir de homenagem ao grande filme “300” 😉

Ultimamente o meu pai desafiou-me a fazer uma maquete de modelismo ferroviário com o meu antigo comboio a pilhas. Eu aceitei, por isso nos próximos tempos devem começar a aparecer por aqui posts de um novo calibre.

De resto, tenho de voltar aos torneios de Magic, mas em principio só quando as temperaturas subirem. As estradas ficam geladas para aqueles lados… Tenho de ir nem que seja uma vez, em homenagem ao facto de o campeão mundial ser um português, André Coimbra. E ainda por cima o meu deck é algo parecido com o dele (mas muito mais pobrezinho…) Somos os maiores!

Bem, com isto me despeço. Até um dia destes, com mais novidades.
Até lá, THIS IS SPARTA!!!!!!

Twitter report

Só para avisar que me juntei ao Twitter e podem ver o feed na barra à esquerda, em baixo. Vou ver se ponho lá as minhas andanças mais pontuais, deixando os artigos e desenvolvimentos para o blog em si.

Quanto a actividades, a praia ficou com um pouco de mim, e como não estou completo ainda não tive muito vagar para terminar os projectos. Ao menos a mesa temática já tem as colinas coladas e estou a começar a dar textura ao terreno aberto. Aguardem os próximos dias para novidades.