Diário de Design #1: As 3 perguntas

Vamos começar pelo princípio. Para mim, mesmo que alguns considerem que este passo esteja ultrapassado, ainda o vejo como uma das coisas mais importantes no design de RPGs: As 3 Grandes Perguntas. Originalmente criadas algures entre os sites RPG.net e TheForge.net, já tiveram algumas diferentes configurações mas estas feitas por Jared Sorensen são as minhas favoritas. Vamos a isso!

#1 – Sobre o que é o teu jogo?
GIMP RPG é um jogo sobre um grupo de investigadores do sobrenatural, nativos e residentes em Portugal, que investigam ocorrências relacionadas com a influência de Bestas Tradicionais Portuguesas. É passado nos dias de hoje, e como é um setting contemporâneo terá muito pouca presença de magia, centrando-se essa influência principalmente na presença das referidas Bestas. Os investigadores pertencem a um ramo do governo (ou sociedade independente) que investiga e resolve problemas criados pelas Bestas, de modo a proteger os portugueses das Bestas, ou vice-versa.

#2 – Como é que o teu jogo faz isso?
O jogo estará centrado à volta de investigação e descoberta das Bestas, e eventual resolução dos problemas criados por elas. As Bestas são invisíveis aos olhos humanos, mas algumas delas conseguem exercer influência direta sobre o seu ambiente envolvente. Para poderem ver e  interagir com as Bestas, as personagens têm de saber com o que estão a lidar graças a uma investigação cuidadosa por diferentes vertentes (bibliotecas, entrevistas, pesquisa no terreno, etc.), e o mistério da natureza das Bestas torna-se mais claro. O sistema irá reforçar este conceito, prendendo a eficácia da interação com as Bestas à investigação antecedente.

#3 – Que comportamentos são recompensados ou encorajados no teu jogo?
O jogo está dirigido para personagens focadas em resolver mistérios, em acreditarem no sobrenatural para além do razoável, protetoras da população ou das Bestas, ou mesmo de segredos. As investigações lidam sempre com um complicação advinda da presença de uma Besta  numa comunidade humana, e a maneira de resolver o problema estará nas mãos das personagens. Irão elas resolvê-las com diplomacia ou violência? A solução escolhida trará novos problemas? No final da missão as personagens serão avaliadas, e isso irá determinar a sua progressão de carreira como agente do GIMP, o que lhe dará acesso a mais conhecimento e/ou recursos ao seu dispor nas próximas investigações.

Por agora é isto, julgo que já deve dar uma boa ideia do que estou a tentar fazer (*cof* X-Files à Portuguesa *cof*), e espero que vos tenha deixado interessados em seguir este desenvolvimento.

Um pensamento sobre “Diário de Design #1: As 3 perguntas

  1. Projecto espetacular. GIMP tem todo os requezitos para ser um sucesso! Aqui segue algumas sugestões e coisas a pensar.

    “O jogo estará centrado à volta de investigação e descoberta das Bestas”
    Sugiro fugires da investigação que Call of Cthulhu. GIMP merece um sistema que potencie essa investigação e mistério!

    “O jogo está dirigido para personagens focadas em resolver mistérios, em acreditarem no sobrenatural para além do razoável, protetoras da população ou das Bestas, ou mesmo de segredos.”
    Com esta frase respondes ao “Porque as personagens investigam e exploram estes mistérios?”. Será necessário que o motivo seja fixo? Ou será dinâmico de caso para caso? Ou cada personagem tem o seu motivo levando a um conflito que do qual todos terão que aprender a lidar com? Pensa nisto.

    “Irão elas resolvê-las com diplomacia ou violência?”
    Será necessário violência? E se for uma opção, sugiro que não seja um “combate tradicional” mas algo mais alternativo e diferente. Não me parece que GIMP seja um jogo onde exista atributos para armas de fogo e afins, talvez existam outras coisas que sejam consideradas uma abordagem violenta. Um flash de uma máquina fotográfica, o som do alarme de um smartphone. Assim coisas diferentes que não tenham uma abordagem tradicional do atributo per sé, de forma a que o próprio “combate” seja mais um desafio lógico do que físico (hit to hp). E por falar em ponto de vida, é coisa que nem sequer imagino GIMP ter!

    Força e “do the fucking work” !

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